Translation and Interpretation #2


My devout reader João asked me the other day to write something about the different types of interpretation I do. That was actually a great idea, seeing that people who don’t actively work in this area (namely translators and interpreters themselves, as well as the agencies who hire their services) don’t usually know the difference among the several types of interpretation. This is the second post of a series, come back soon for the others!

So now that you know that translation is written and interpretation is oral, let’s move on to the types of interpretation I do: simultaneous, consecutive and whispered.

Simultaneous interpretation is better known as “simultaneous translation” (now you know that’s wrong!), and it’s personally my favorite type of interpretation.

It is recommended when most of the audience of an international speaker do not speak/ understand the speaker’s language well enough to fully understand the speaker’s message. It is more economically viable in large events, because it requires the use of specific equipment, usually rented, which can turn out to be too costly if just a few people are going to benefit from it.

The equipment used in simultaneous interpretation consists of at least one booth equipped with headsets (earphones + microphones), chairs and a small desk (more like a shelf, really), where there is an interpretation system with at least 2 channels (one for each language). Besides, the audience and the speakers themselves have to wear receivers (which operate using radio frequencies) and earphones in order to hear what the interpreters are saying. Each booth usually fits two interpreters and their equipment.

The air inside the booth is sometimes stuffy and hot, because even though the venue usually has air conditioning, the booth itself has to be insulated so that the interpreters’ voices don’t “leak” into the audience, which would annoy them.

The work of the simultaneous interpreter is to listen to the speaker, understand the message in a non-verbal way and reproduce it into the target-language, out loud and clearly enunciated, trying to preserve the speaker’s intention and intonation. All at the same time. So you can see why it is a fairly well-paid job: it demands a lot of concentration, deep knowledge of both languages, knowledge of the subject and even physical effort. That’s also why we tend to work in pairs, so that we can take turns to go to the restroom, to have a drink of water or just to take a breather.

Conferences usually take up most of the day, albeit with some short breaks for coffee and lunch, and at the end of the day the interpreters are usually a little tired, but accomplished. We usually act as a bridge between two groups (the speaker and the audience) who wish to share their knowledge and experience, and it’s quite a fulfilling experience to bring the two sides of this canyon closer together.

So now you know what simultaneous interpretation is all about. Any idea what consecutive interpretation means? Find out on the next post of the series!

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Meu dedicado leitor João outro dia pediu que eu escrevesse algo sobre os diferentes tipos de interpretação que eu realizo. Essa foi mesmo uma ótima ideia, já que as pessoas que não trabalham ativamente nessa área (tradutores e intérpretes, assim como as agências que os contratam) normalmente não sabem a diferença entre os diversos tipos de interpretação. Este é o segundo post de uma série, volte em breve para ver os outros!

Agora que você já sabe que a tradução é escrita e a interpretação é oral, vamos passar para os tipos de interpretação que eu faço: simultânea, consecutiva e sussurrada.

A interpretação simultânea é mais conhecida como “tradução simultânea” (agora você sabe que esse termo é errado!), e pessoalmente é o meu tipo favorito de interpretação.

Ela é recomendada quando a maior parte do público de um palestrante internacional não fala/ entende seu idioma bem o suficiente para compreender completamente sua mensagem. Ela é mais economicamente viável em eventos de grande porte, porque requer o uso de um equipamento específico, normalmente alugado, que pode não compensar se apenas algumas pessoas forem se beneficiar dele.

O equipamento utilizado na interpretação simultânea consiste de pelo menos uma cabine equipada headsets (fones de ouvido + microfones), cadeiras e uma mesinha (na verdade, uma prateleira), onde fica o sistema de interpretação com pelo menos 2 canais (um para cada idioma). Além disso, o público e o próprio palestrante devem portar receptores (que operam utilizando freqüências de rádio) e fones de ouvido para poder ouvir os que os intérpretes dizem. Cada cabine comporta normalmente dois intérpretes e seus respectivos equipamentos.

O ar dentro da cabine às vezes fica abafado e quente, pois apesar de o local de evento normalmente contar com ar condicionado, a cabine em si tem que ser isolada, para que a voz dos intérpretes não “vaze” para o público o que seria irritante.

O trabalho do intérprete consecutivo é ouvir o palestrante, compreender sua mensagem, desverbalizá-la e reproduzi-la no idioma-alvo, em voz alta e com dicção clara, procurando manter a intenção e a entonação do palestrante. Tudo ao mesmo tempo. Então dá para entender porque é um trabalho relativamente bem remunerado: ele exige grande concentração, profundo conhecimentos dos dois idiomas, conhecimento do assunto e até mesmo um esforço físico. É por isso também que geralmente trabalhamos em duplas, para que possamos nos revezar para ir ao banheiro, beber água ou até mesmo fazer uma pausa.

Congressos normalmente duram o dia inteiro, mesmo que com pequenos intervalos para café e almoço, e no final do dia, os intérpretes em geral estão um pouco cansados, mas realizados. Freqüentemente servimos como uma ponte entre dois grupos (o palestrante e o público) que desejam compartilhar seus conhecimentos e experiência, e é muito gratificante ajudar a aproximar os dois lados desse abismo.

Então agora você já sabe tudo sobre interpretação simultânea. Alguma ideia do que significa interpretação consecutiva? Descubra no próximo post desta série!

3 Comments

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3 responses to “Translation and Interpretation #2

  1. João B. L. Ghizoni

    Carol, first of all, I want to again thank you for continuing the presentations of the topic I suggested to you some time ago. (Sorry for commenting only now, but I’m on vacation, so I was traveling…)

    I loved this text as well, but would like to ask you a little question: would you mind explaining this part: “understand the message in a non-verbal way”? I know the text is translated, but even so would you please make a little comment on it? I thank you in advance!

    Oh, and congratulations on one more great post!

    • Hello, Joo! I haven’t been as diligent as I wished towards the blog, but as usual, my other activities have kept me from writing more often. As for the ‘non-verbal way’ to understand the message, it has to do with understanding the information content of the message rather than the words used to express it. This way, when the interpreter produces the utterance in the target language, he or she won’t feel trapped by the words the speaker used in the original language, which will make it much easier to convey the idea in a natural way in the target lanuage. Has this helped at all? Let me know! Have a great Sunday! Carol

  2. Pingback: Folk Noir | Hunting darkness

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