Don’t Let the Words Get in The Way


People who talk to me nowadays may think I’ve always been talkative. I’m sure they sometimes are smiling and nodding at me while I go on and on, thinking “won’t she ever stop talking”? Little do they know that it hasn’t always been like this.

When you learned to ride a bike (assuming that you have), your parents didn’t give you an instructions manual for the bike, let alone a theoretical course on how to ride it. At the most, they told you the names of the parts and told you what you should do. Even so, I’m pretty sure you fell a couple of times (or more, depending on your coordination) before you were able to go 100 meters on a stright line. With languages, the process is very similar.

If you just study a language, learn all its grammar rules, broaden your vocabulary by reading, improve your listening comprehension by watching thousands of TV shows, you still won’t be able to speak the language. And let’s be honest, why else would anyone learn a language, if not to speak it? So, what do you have to do to learn how to speak a language? Speak it. Go ahead and fall off that bike until your knees are hard enough to stand the fall. Eventually, you will have developed enough skill to ride happily around town.

But to get back to the subject, I may be a babbler today, but it wasn’t always so. When I was about 18, already an English teacher, although a beginning one, I already held a Certificate of Proficiency in English issued by Cambridge. I was also a member of the Cultura Inglesa Theatre Group, which had helped me overcome my extreme shyness and made me a more assertive person. One day, the whole group was invited to watch the Royal Shakespeare Company perform (“Measure for Measure“, if I’m not mistaken) at Sergio Cardoso Theater, in São Paulo. I was absolutely mesmerized by their performance.

Afterwards, we went backstage to talk to the actors, and then we had dinner with them! What do you think I asked them? Nothing. Not a whisper came out of my mouth. I spent about 3 hours in the company of the actors who play Shakespeare for the Queen, nothing less, and I just couldn’t utter a single word.

What was the problem? Didn’t I have enough English to talk to them? Didn’t I understand what they were saying? Didn’t I want to know more about them and their wonderful work? Yes, yes and yes. The problem was that I didn’t believe my English was good enough. I was sure if I opened my mouth I would make a mistake and embarrass myself. And you know what? I was probably right. If I had talked to those actors that night I would probably have made a bunch of mistakes and they might have had a hard time understanding me. But I would have LIVED that experience. I would have LEARNT from it. And I definitely would have been able to communicate.

They day after the performance, I realized what a dork I had been, and I swore never to let words get in the way again. So that’s how I became the chatterbox I am today. Whether that is a good or bad thing, I’ll leave it to you to decide. But I can tell you that I’ve never lost another chance to practice English after that.

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Quem fala comigo hoje em dia deve achar que eu sempre fui uma pessoa falante. Tenho certeza que às vezes a pessoa está sorrindo e balançando a cabeça para mim enquanto eu falo sem parar, pensando “Será que ela nunca vai parar de falar”? Mal eles sabem que nem sempre foi assim.

Quando você aprendeu a andar de bicicleta (supondo que você aprendeu), seus pais não lhe deram um manual de instruções, muito menos um curso teórico de como andar na bicicleta. No máximo, disseram os nomes das partes, e explicaram o que você deveria fazer. Mesmo assim, tenho certeza de que você caiu algumas vezes (ou muitas, dependendo da sua coordenação motora) antes de ser capaz de andar 100 metros em linha reta. Com idiomas, o processo é bem semelhante.

Se você apenas estudar um idioma, aprender todas as regras gramaticais, ampliar seu vocabulário através da leitura, melhorar sua compreensão oral assistindo milhares de programas de TV, você ainda não conseguirá falar aquela língua. E convenhamos, qual outro motivo para aprender uma língua, senão falar? Então, o que é preciso fazer para aprender a falar uma língua? Falar. Vá em frente e caia da bicicleta até que seus joelhos engrossem o suficiente para aguentar a queda. No final, você terá habilidade suficiente para passear alegrementge pela cidade.

Mas voltando à vaca fria, eu posso ser uma matraca hoje, mas nem sempre fui assim. Quando eu tinha meus 18 anos, já era professora de inglês, embora principiante, e já tinha o Certificado de Proficiência em Inglês de Cambridge. Eu também fazia parte do Grupo de Teatro da Cultura Inglesa, o que me ajudou a superar minha timidez extrema e me tornou uma pessoa mais assertiva. Um belo dia, o grupo todo foi convidado para assistir a uma apresentação da peça “Medida por Medida” (se não me falha a memória), de Shakespeare, encenada pela Royal Shakespeare Company no Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo. Eu fiquei absolutamente embasbacada com a atuação deles.

Depois, fomos aos bastidores falar com os atores, e então saímos para jantar com eles! O que vocês acham que eu perguntei a eles? Nada. Nadica de nada. Passei umas 3 horas na companhia dos atores que encenam Shakespeare para a Rainha, ninguém menos, e eu simplesmente não consegui falar uma palavra sequer.

Qual era o problema? Eu não tinha inglês suficiente para falar com eles? Eu não estava entendo o que eles falavam? Eu não queria saber mais sobre eles e seu trabalho maravilhoso? Sim, sim e sim. O problema era que eu achava que meu inglês não era bom o suficiente. Eu tinha certeza de que se abrisse a boca, cometeria um erro e morreria de vergonha. E quer saber? Provavelmente eu estava certa. Se eu tivesse falado com aqueles atores aquela noite, eu provavelmente teria feito um monte de erros e eles teriam alguma dificuldade para me entender. Mas eu teria VIVENCIADO aquela experiência. Eu teria APRENDIDO com ela. E eu certamente teria sido capaz de me comunicar.

No dia seguinte, eu me toquei de como eu tinha sido idiota, e jurei nunca mais deixar as palavras me atrapalharem. Então foi assim que eu virei a tagarela que sou hoje em dia. Se isso é bom ou ruim, vou deixar vocês decidirem. Mas só digo uma coisa: depois desse dia, eu nunca mais perdi outra oportunidade de praticar inglês.

3 Comments

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3 responses to “Don’t Let the Words Get in The Way

  1. João B. L. Ghizoni

    Thanks for sharing such a nice story with us, Carol. I’m sure many learners have been there before, so this story may sound familiar to most of us, Brazilians who dedicate so much effort to learning English, though they great majority would be unable to put such a story into so nice sentences and paragraphs. Reading your texts is quite a relaxing experience.

  2. Pingback: Uma lenda nunca morre | Hunting darkness

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